Não confie tanto assim no tempo. Afinal, às vezes ele se torna o problema ao invés da solução.
Amor!
Será que continuo acreditando nisso?
Eu costumava achar que era como um jardim secreto escondido entre as arestas do cenário urbano, oculto e inacessível até que a gente se encontrasse com o nosso bem-amado. Um lugar lindo, onde a felicidade e o riso, a confiança e a amizade, o respeito e o conforto poderiam ser encontrados, além de muitas outras coisas. E a gente busca esse jardim, nosso por direito de nascença, porque a gente acredita nele, porque alguém estava lá e voltou falando de todas as maravilhas que contém, porque a gente acredita que nesse jardim vai descobrir não só aquela coisa de que precisa, mas tudo do que necessita. A gente acredita que ao encontrar esse amor e entregar-se a ele os pedaços disparatados de nossa vida poderão enfim se reunir e se fundir sob o calor de uma nova luz, de um halo que iluminaria tudo em seu caminho, e então a gente se transformaria, e os vácuos e vazios deixariam de existir, como um tabuleiro de palavras cruzadas enfim totalmente cheio: o estado de graça, a benção da vida.
Mas é tão ingênuo assim sonhar com isso?
Viciada em Feng Shui, Brian Gallagher
E com apenas um olhar eu digo tudo o que não tenho a coragem de falar.



